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SÍMBOLOS DO MUNICÍPIO:

Hinos Oficiais do Município

SÃO JOSÉ DO RIO PRETO E SEUS HINOS.

Todos cantam sua terra....

Introdução

Hino de São José do Rio Preto

Hino - Pedacinho do Brasil

Hino Marcha para Oeste

Informações sobre os autores

Algumas cidades têm seus hinos que as identificam em toda parte.

São José do Rio Preto nesse particular é diferente.

Não tem UM HINO OFICIAL, tem TRÊS!!!

E’isso mesmo.... três! Por que?

Em 1952 quando a cidade ia comemorar o seu centenário de fundação, se deu conta que não tinha um hino próprio. Era urgente e necessário sanar a falha.

Dois músicos talentosos, moradores da cidade, apreciados pelos dotes artísticos e pela disponibilidade em todos os empreendimentos culturais promovidos na cidade, ofereceram à Prefeitura suas criações. Era muito dificil optar por uma delas, apenas. Eram dois trabalhos distintos; um, para orquestra e o outro para violão. Ambos de qualidade.

O Prefeito Municipal Dr. Philadelpho Gouveia Netto sancionou lei aprovando as duas composições. Dessa forma, a cidade de São José do Rio Preto adotou dois hinos oficiais, aprovados pela Municipalidade através da Lei n. 262, de 24 de novembro de 1952: - o "Hino a Rio Preto", música do maestro Deocleciano de Souza Viana (Vianinha) e letra do poeta Ferdinando Giovinazzo e a marcha "Pedacinho do Brasil", do maestro Francisco Laroza.

A lei determinou ainda que os hinos deveriam ser ensinados nas escolas municipais e divulgados convenientemente. Determinou que deveriam ser cantados ou tocados nas ocasiões solenes de acordo com a música e a letra constantes da primeira edição feita pelos autores.

As composições foram publicadas pelos seus autores e a Prefeitura Municipal "adquiriu dos autores 500 (quinhentos) exemplares impressos das músicas, dos quais arquivará os que convier e distribuirá gratuitamente, para difusão, os outros exemplares. dispendendo a importância de Cr$10.000,00 (dez mil cruzeiros), que serão pagos no exercício de 1953".

A partir de 1952 os hinos de fato foram cantados e executados pela Orquestra Sinfônica da época, pelos alunos do Conservatório Musical, das Escolas públicas e das escolas particulares da cidade. O professor Luiz Biéla de Souza orfeonisou o Hino a rio Preto do maestro Vianninha. As solenidades eram iniciadas, infalivelmente, com a execução de pelo menos um dos hinos dedicados à cidade.

O primeiro hino, o do maestro Vianinha era vibrante e foi composto para orquestra sinfônica. O segundo hino, a marcha do maestro Larosa, tornou-se bastante popular. Foi executado principalmente pelas bandas ou em solo de violão e divulgado pela emissora de rádio local e cantada pela primeira vez na Rádio PRB-8 por João Mangini, concunhado do maestro.

Foram gravados em discos, verdadeiras raridades, hoje.

Dois anos mais tarde, uma nova Lei, a de nº 335 de 5 de abril de 1954, oficializou mais um hino de São José do Rio Preto, agora uma marcha patriótica de autoria do cirurgião dentista Antônio Pepaiani de Pádua. Desde então a cidade conta com TRÊS hinos oficiais.

Treze anos depois, uma nova lei foi aprovada pela Câmara (Lei nº 1315 de 16 de novembro de 1967) e sancionada pelo Prefeito, determinou que: "os Hinos a São José do Rio Preto devem ser obrigatoriamente ensinados em todos os cursos de ensino mantidos pela Prefeitura Municipal." As escolas deveriam cuidar da divulgação conveniente dos mesmos e cantá-los ou tocá-los nas ocasiões solenes de acôrdo com a música e a letra constantes da primeira edição feita pelos autores.

Durante muitos anos as composições foram valorizadas e divulgadas. As professoras municipais incluiam o canto de, pelo menos UM, dos Hinos de São José do Rio Preto no programa das solenidades oficiais, logo após a execução do Hino Nacional. .

Com o passar do tempo porém eles foram esquecidos .

Foi preciso resgatá-los.

No início dos anos oitenta, o COMDEPHACT (Conselho Municipal de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico, Cultural e Turístico) da cidade obteve cópias das partituras dos dois primeiros hinos citados, com os familiares dos compositores e distribuiu-as às entidades musicais locais e às escolas municipais que passaram a incluí-los no seu programa pedagógico. O terceiro foi conseguido bem mais tarde e está sendo divulgado agora.

E’ bem provavel que muitos desconheçam, outros ainda não compreendam o conteúdo das letras, mas, sentem que através desses hinos estão unidos à uma comunidade maior, à sua cidade e ao seu município. Esse é a tarefa de um símbolo, seja ele nacional ou municipal, seja ele de uma agremiação esportiva ou de associação religiosa.

E’importante resgatar nossos símbolos. Enriquecer nosso sentido de cidadania.

Façamos, pois, a divulgação desses hinos pois os mesmos são símbolos de nosso Município e como tal devem ser reconhecidos e respeitados.

 

 

Vejamos pois a letra do " Hino de São José do Rio Preto",

"Pedacinho do Brasil" e "Marcha para Oeste".

HINO DE SÃO JOSÉ DO RIO PRETO

Letra: FERDINANDO GIOVINAZZO

Música: DEOCLECIANO DE SOUZA VIANNA (Vianninha)

I

Das sementes da luta e trabalho

Brotam flores de puro ideal...

E a cidade ao compasso do malho

Vai seguindo na marcha triunfal

Coro

São José do Rio Preto,

Tua marcha, tua fé,

Vão levando para a glória

O pendão de São José .

II

Ó viajor que de longe vieste

Para ver esta gente viril,

Vem conosco que vamos p'ro Oeste

Desbravar os sertões do Brasil

III

Pela Pátria a marchar, que alegria

Todo um século vela por nós

E' tão grande o fervor que nos guia

Que o Brasil há de ouvir nossa voz.

Partitura conseguida com a Família Ramos Vianna

(Dinon e Vivininha, filhas do casal Etelvina e Deocleciano).

 

 

PEDACINHO DO BRASIL

MARCHA

HOMENAGEM AO PRIMEIRO CENTENÁRIO DE SÃO JOSÉ DO RIO PRETO

Letra e música do Prof. FRANCISCO LAROZA SOBRINHO

Arranjo para piano do Maestro EDUARDO DHOMEN

À D. José Gonçalves, dedica o autor.

Festejando o teu primeiro Centenário

Nós queremos com amor

Aumentar teu precioso relicário

Tua grandeza, teu valor

És o esteio desta estrada, és a bonança

És a força imperiosa que a conduz

Teu progresso vitorioso

Inabalavel sempre avança

Pedacinho do Brasil tu és a luz

Salve São José do Rio Preto.

Cidade encantadora

Cidade divinal

Salve São José do Rio Preto

Fonte rica, promissora

Terra fértil colossal

Salve tua marcha gloriosa

Imponente majestosa

Conquistando sempre além,

Salve São José terra adoravel

e seu povo admiravel

Salve, salve também.

 

 

MARCHA PARA OESTE

Marcha patriótica de Antonio Pepaiani de Pádua.

Promete a terra virgem

Ao braço varonil

Futuro glorioso

Aos filhos do Brasil.

Brasil abençoado

Brasil dos brasileiros

São forças gigantes

Que se batem triunfantes

Rumo ao solo altaneiro

E todos vão a cantar

Buscando louros

E mil tesouros

No chão febril

Sonho de amor

Bem bandeirante

Pelo Oeste do Brasil.

 

 

As informações sobre os autores dos dois hinos oficiais da cidade são resumidas:

DEOCLECIANO RAMOS VIANNA, baiano de nascimento, alfaiate de profissão, músico talentoso da Orquestra Sinfônica de Rio Preto. Membro ativo da Associação dos Alfaiates de Rio Preto

Sua familía dedicou-se sempre à música. Casado com d. Etelvina Ramos Vianna, fundadora e diretora do Conservatório Musical de Rio Preto, instituição de ensino musical de grande atuação e prestígio durante décadas a partir dos anos 30 formou gerações sucessivas de rio-pretenses. Teve duas filhas: Dinon e Vivininha, excelentes pianistas e professoras de música. Depois da morte da esposa, transferiu-se para Santos (SP) para viver com as filhas. Faleceu em Santos (SP).

Compôs a música do Hino de São José do Rio Preto, para as comemorações do primeiro centenário da cidade e seu parceiro Giovinazzo elaborou a letra. Durante todos esses anos tem sido executado nas ocasiões oficiais, pela orquestra e banda do município e cantada pelos corais da cidade.

FERDINANDO GIOVINAZZO, conhecido como o "POETA de Rio Preto". Seu talento está evidenciado em suas obras: três livros de versos: "Um sorriso de Deus..."- "Uma Ponte sobre a Névoa" e "Visita"; dois livros de Literatura infantil: "A última história do Zé Papagaio" e "Caxingô, o mistério do Rio Turvo". Em 1997, publicou seu livro de memórias: "Lembranças de um tempo"...

Foi proprietário das livrarias mais conceituadas da cidade e região, dotadas de acervo variado, da autoria dos mais conceituados escritores. A sala so fundo da loja era o local de encontro e debates da intelectualidade da cidade, nela se reunindo professores universitários e secundaristas, filósofos, filólogos, advogados, poetas, médicos... para discussões salutares e enriquecedoras . Conviveu com artistas como Vargas, Portela, Martho, Malagolli, entre outros... Conciliou admiravelmente suas atividades de homem do comércio e o interesse do espírito. Cultivou, enfim com carinho, as coisas do espírito.

Como vendedor, incentivou pais e professores, em especial os do primeiro grau, facilitando-lhes a aquisição de livros e material escolar por preços módicos e, muitas vezes, parceladamente.

Em 1952 escreveu a letra do Hino a Rio Preto, música do maestro Vianinha.

Castro Paes o descreve como "elegante e gentil, não só com os colegas, como também com os clientes e confrades...Por outras palavras: ele tem os pés bem firmados no lodo vil da terra, mas, os olhos fitos nas estrelas, como Bilac, e o pensamento elevado, no céu infinito".

PROFESSOR FRANCISCO LAROZA SOBRINHO

O outro hino da cidade foi escrito pelo Professor Francisco Laroza Sobrinho, paulistano, nascido no dia 8 de março de 1905, que veio para Rio Preto no ano de 1946. Casou-se com Rosina Tambury Laroza, filha de Alexandre Tambury e de dona Maria Agrélli Tambury. Descendia de tradicionais famílias paulistanas: Pescuma e Capobianco, das quais se destacaram os artistas Pedro Capobianco e o tenor Arnaldo Pescuma.

Lecionou violão para muitas pessoas, entre elas, Arlete Bonfá, Rasteli, Mariazinha Germano, Tarcisio de Carvalho, Nenê Homsi, Domingos Correa da Silva e outros mais.

Faleceu em São José do Rio Preto, onde está enterrado, no dia 11 de fevereiro de 1968.

Não deixou descendentes diretos.

A marcha "Pedacinho do Brasil" de sua autoria, composta por ocasião do primeiro centenário de fundação da cidade de São José do Rio Preto foi dedicada ao Bispo Auxiliar D. José Joaquim Gonçalves, em 1952. Juntamente com a música de Vianinha foi declarada hino da cidade por lei municipal desse mesmo ano.

Com a execução dos hinos da cidade pode contribuir e estimular o processo de identificação do cidadão, como participantes e integrante da comunidade, de sua história, tradições, símbolos e cultura. Através deles são incentivados os valores e ideais de um povo bem como preservamos a memória local.

A Lei n. 1.569 de 19 de julho de 1971 do Prefeito Adail Vettorazzo, estabelecendo os símbolos do Município descreve o brasão e a Bandeira, estabelece o seu uso e reprodução. Não faz referência ao título e autor do Hino do Município, mencionados acima.

No início dos anos oitenta, o COMDEPHACT obteve junto à família Ramos Viana cópias das partituras do Hino a Rio Preto e distribuiu-as às entidades musicais locais.

As escolas da municipalidade passaram a inclui-lo no seu programa pedagógico.

CIRURGIÃO DENTISTA ANTÔNIO PEPAIANI DE PÁDUA

Raras são as informações sobre o autor do hino " Marcha para Oeste": veio de fora, exerceu sua profissão de dentista durante alguns anos na cidade. Compôs a marcha, talvez relembrando o discurso feito por Getúlio Vargas quando visitou Rio Preto em 1938 e transferiu-se para a Capital, onde veio a falecer.

Através do cantar os hinos que representam nossa comunidade, nos tornamos cidadãos participantes, que se orgulham da história, da tradição, da cultura e dos símbolos de sua terra natal ou de adoção. Através deles incentivamos os valores, os ideais e preservamos a memória do Município de São José do Rio Preto.

Nilce Apparecida Lodi - Profª. Drª. da UNESP

Presidente do COMDEPHACT